DIVINA SIMPLICIDADE – A Lei foi entregue à consciência de cada filho de Deus, e somente a Justiça Divina o julgará, em secreto, em tempo certo. O Verbo Modelo deixou o exemplo de tudo que deriva de Deus, seja Espírito ou Matéria, e a Deus um dia retornará, como Espírito e Verdade, e ninguém com Ele poderá jamais discutir, porque Seu advogado chama-se Justiça Divina. Capítulo I DO GÊNESE AO APOCALIPSE

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

BHAGAVAD GITA - CAPÍTULO VII

CAPITULO VII

VlJÑÂNA YOGA — DISCERNIMENTO ESPIRITUAL
Neste e nos seguintes cinco capítulos, expõe-se a doutrina de Krishna e a melhor maneira de praticar Raja-Yoga. Esta parte trata do conhecimento espiritual, isto é, do despertar da consciência da Divindade no homem. Deus é Amor e, por conseguinte, pode-se obter a consciência da Divindade só pela fôrça do Amor Divino.

1. Krishna, o Verbo Divino, continua: "Escuta as minhas palavras, ó Arjuna, para saberes como verdadeiramente e sem dúvida Me conhecerás, se fixares em Mim a tua mente e em Mim descançares o teu coração. 

2. Eu te instruirei na sabedoria maravilhosa dos homens e dos deuses, sem reserva nem restrição ; aprendendo êstes ensinos, adquirirás o saber perfeito, e saberás tudo o que pode ser sabido por um homem.

3. Poucos são os homem que, no meio dos milhares da raça, têm suficiente discernimento para desejar chegar à Perfeição. E, destes poucos, tão raros são os que a procuram com sucesso, que Se acha apenas, cá e lá, alguém que Me conhece em minha natureza essencial. 

4. Em minha natureza, há oito formas elementais, conhecidas como: terra, água, fogo, ar, éter, mente, razão e consciência individual. 

5. Mas, além destas formas da minha natureza material, possuo uma natureza espiritual, superior e mais nobre: é o Princípio que vivifica e sustenta o universo. 

6. Sabe que os elementos de que falei são a matriz de toda a criação. Eu, porém, sou a fonte de que tôda a criação provém e à qual tudo volta: Eu sou o Princípio da criação e da dissolução do Universo.

7. Acima de Mim, não há nada. Todos os objetos do universo dependem de Mim e por Mim são sustentados, assim como as pérolas dependem do fio que passa por elas tôdas, unindo-as e sustentando-as. 

8. Eu sou o líquido da água; Eu sou a luz do sol e da lua; Eu sou a sílaba sagrada AUM
(1); Eu sou o cântico dos livros sagrados; Eu sou a harmonia dos sons que vibram no éter; Eu sou a virilidade dos homens. 
(1) AUM 6 o símbolo do Sêr Supremo. A simboliza o Criador ou Pai; U, o Conservador, Salvador ou Filho, e M, o Destruidor, Renovador ou Espirito Santo.

9. Eu sou o perfume da terra e o esplendor do fogo; Eu sou a vida de todos os vivos; Eu sou yoga dos yogis, a santidade dos santos. 

10. Eu sou a semente eterna e imortal de todos os sêres. Eu sou a sabedoria dos sábios, a razão dos racionais, a glória dos gloriosos, a nobreza dos nobres. 

11. Eu sou a fôrça dos fortes, livres de tôda avidez e paixão. Eu sou o amor puro em todos os sêres, que não pode ser proibido por lei alguma. 

12. As três qualidades da minha natureza: a harmonia, a atividade e a inatividade, as quais também se manifestam como a luz da verdade, o desejo da paixão e as trevas da ignorância, em Mim têm o princípio e estão em Mim, mas Eu não dependo delas (2).
(2) Deus é superior à natureza; a natureza não é Deus, mas é uma manifestação da fôrça Divina. Deus está na natureza, mas não se limita a ela.

13. O mundo dos homens, achando-se sob o domínio da ilusão dessas três qualidades da natureza, não compreende que Eu sou superior a elas, e conservo-me intacto e imutável no meio dos inúmeros acontecimentos e mudanças. 

14. Esta ilusão é muito forte, e tão denso é o seu véu que é difícil aos olhos humanos penetrá-lo. Só aqueles que a Mim se dirigem e se deixam iluminar pela chama que está detrás da fumaça, vencem a ilusão e chegam até Mim. 

15. Malfeitores e tolos não Me procuram, nem aqueles que nutrem pensamentos baixos; nem aqueles que vêem, no vasto espetáculo da natureza, sòmente o jôgo das forças, sem diretor; nem aquêles que extinguiram em si a centelha da vida espiritual e se tornaram plenamente materiais. 

16. Há quatro classes de gente que a Mim se dirigem: os infelizes, os que investigam a verdade, os bondosos e os sábios. 

17. De todos êles, ó Arjuna! os sábios são os melhores, porque Me reconhecem como o Sêr Uno, e incessantemente, a Mim dedicando a sua vida, amam-Me sôbre tudo, e Eu os amo com o mais intenso amor.

18. Todos os que Me adoram são bons e todos a Mim chegarão; mas o sábio que se Me entrega todo, sujeitando-se em tudo à minha vontade, é como o meu próprio Eu, repousando em Mim, que sou o seu alvo final. 

19. Depois de muitas vidas, em que acumulou sabedoria, vem o Sábio a Mim e, realizando a sua União comigo, compreende que o homem perfeito é idêntico ao universo (1). Poucos há que chegaram a êste grau de adiantamento. 
(1) O homem perfeito é chamado, nas Escrituras Sagradas: Vâsudêva, Filho do Homem.

20. Os outros, por falta de conhecimento, impelidos a esta ou aquela deidade, com vários ritos e cerimonias, vão a outros deuses. Todos acham o que procuram, de acôrdo com a sua natureza. 

21. Hás de saber, entretanto, ó Arjuna, que a verdade, apesar de ser desconhecida pelos fanáticos e intolerantes, é esta: Que, ainda que os homens adorem vários deuses e várias imagens, e tenham diferentes concepções da deidade adorada, e até pareçam as suas idéias ser contraditórias entre si, tôda a sua fé se inspira em mim. 

22. A sua fé em seus deuses e imagens não é senão o alvorecer da fé em Mim; adorando essas formas e concepções, êles querem adorar a Mim, sem o saberem. E, em verdade te digo, eu aceito e recompenso essa fé e adoração, uma vez que seja honesta e conscienciosa. Êsses homens fazem o melhor que podem, conforme o estado de seu desenvolvimento, e receberão os benefícios que procuram, conforme a sua fé; todo benefício, porém, emana de Mim. Tal é o meu Amor, a minha Razão e a minha Justiça. 

23. Mas lembra-te, ó príncipe, que as recompensas desses desejos momentâneos, finitos, perecíveis, são igualmente de pouca duração. Os homens que adoram os deuses inferiores, as caricaturas e sombras imperfeitas da Divindade, vão aos mundos de sombra, governados por êsses deuses-sombras. Mas aqueles que são sábios e capazes de Me conhecer como Sou, Um e Tudo, vêm a Mim, ao meu mundo de Realidade, onde não há sombras, onde tudo é real, até mesmo a chama que faz a sombra desaparecer. 

24. Entre os homens, há muitos que, faltandolhes o discernimento, pensam de Mim (o Imanifesto em essência), como se Eu fosse manifesto e visível a seus olhos. Sabe, porém, ó Arjuna, que, em minha essência, não sou manifesto ou visível aos homens.

25. Detrás das minhas formas emanadas, Eu permaneço indescoberto e invisível ao ignorante. Inato e imortal sou Eu, mas o mundo obscurecido pela ilusão, não o discerne, pensando que a sombra é a substância. 

26. Eu bem conheço todos os inumeráveis seres que existiram no vasto universo, em tôdas as épocas passadas; igualmente conheço todos os que existem presentemente; e, além disso — grande mistério para os homens, ó príncipe! — conheço todos os que, no futuro, hão de aparecer no campo da existência. Mas de todos os sêres, passados, presentes ou futuros, nenhum Me conhece plenamente. Eu os tenho todos em minha mente, mas as suas mentes não podem conter-Me em minha essência. 

27. Os seus olhos vivem enganados pela dualidade dos contrastes, ó Arjuna e, em vez dá Unidade, vêem as formas opostas e de gôsto e desgôsto, simpatia e antipatia, desejo e aborrecimento. 

28. Porém, não são todos assim; há um pequeno número de homens que se libertaram dessa ilusão da dualidade dos contrastes, vencendo o egoísmo e os pecados. Êstes Me conhecem como Um e Tudo e, firmes em sua vontade, constantes em seu amor e sua devoção, comigo se unem e a Mim pertencem. 

29. Os que em Mim  refugiam e a Mim pertencem, repousando em Mim como a criança no seio da mãe, esforçam-se por se libertarem dos vínculos da mortalidade e reconhecem-Me como Brama, como o Eu Real, o Infinito, O Eterno, o Absoluto. 

30. Êles sabem que Eu sou Arkyâtman (a alma das almas), Karma (a Lei da causalidade), Adhibhûta (Princípio universal de vida), Adhidaiva (Deus dos Deuses, a Deidade suprema) e Adhiyajña (o Supremo Sacrifício). Quem assim Me conhece, e com o coração cheio de amor e com a mente firme em Mim pensa, na hora da morte comigo se unirá para sempre".




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A SAGRADA E ETERNA SÍNTESE

PRINCÍPIO OU DEUS – Essência Divina Onipresente, Onisciente e Onipotente, que tudo origina, sustenta e destina, e cujo destino é a Reintegração Total. O Espírito e a Matéria, os Mundos e as Humanidades, e as Leis Relativas, retornarão à Unidade Essencial, ou Espírito e Verdade. Se deixasse de Emanar, Manifestar ou Criar, nada haveria sem ser Ele, Princípio Onipresente. Como o Princípio é Integral, não crescendo nem diminuindo, tudo gira em torno de ser Manifestador e Manifestação, tudo Manifestando e tudo Reintegrando. Eis o Divino Monismo.

ESPÍRITO FILHO – As centelhas emanadas, não criadas, contêm TODAS AS VIRTUDES DIVINAS EM POTENCIAL, devendo desabrochá-las no seio dos Mundos, das encarnações e desencarnações, até retornarem ao Seio Divino, como Unas ou Espírito e Verdade. Ninguém será eternamente filho de Deus, tudo voltará a ser Deus em Deus. Esta sabedoria foi ensinada por Hermes, Crisna e Pitágoras. Jesus viveu o Personagem Inconfundível de VERBO EXEMPLAR, de tudo que deriva do UM ESSENCIAL e a Ele retorna como UNO TOTAL. O Túmulo Vazio é mais do que a Manjedoura. (Entendam bem).

CARRO DA ALMA OU PERISPÍRITO – Ele se forma para o espírito filho ter meios de agir no Cosmos, ou Matéria. Com a autodivinização do espírito, ao atingir a União Divina, ou Reintegração, finda a tarefa do perispírito. Lentíssima é a autodivinização, isto é, o desabrochamento das Latentes Virtudes Divinas. Tudo vai aumentando em Luz e Glória, até vir a ser Divindade Total, União Total, isto é, perdendo em RELATIVIDADE, para ganhar em DIVINDADE.

MATÉRIA OU COSMO – A Matéria é Essência Divina, Luz Divina, Energia, Éter, Substância, Gás, Vapor, Líquido, Sólido. Em qualquer nível de apresentação é ferramenta do espírito filho de Deus. (É muito infeliz quem não procura entender isso).

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